Origem do nome

Devido ao Córrego do Meio, que corta a cidade, dividindo-a ao meio, o povoado recebeu o nome de Mesópolis. A união das palavras Mezzo (metade em italiano) com Polis (cidade em grego) – (Meso = meio e Pólis = cidade), deu nome ao lugar que fica entre dois córregos: “Mesópolis – A cidade do Meio”.

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Nossa História

No início da década de 1950, entre 1951 e 1952, a família de João Camareiro, de Votuporanga, era proprietária de terras entre o “Córrego do Arrancado” e o “Córrego da Arara” (represados na época da construção da Usina de Ilha Solteira). Esta área, chamada de “Córrego do Meio” por Ultimati Fava, o engenheiro responsável pelo seu loteamento, atraiu famílias inteiras de agricultores, principalmente de Rio Preto, Tanabi, Cardoso, Cedral, que para lá se dirigiram em busca de terra boa para plantar milho, arroz e algodão. A vila foi se formando e crescendo até que, em 6 de agosto de 1957, foi batizada definitivamente de Mesópolis. A criação do distrito, pertencente ao Município de Paranapuã, se deu, em 1964, pela Lei nº 8092, de 28/02/64. Desde aquela época, seus habitantes já sonhavam com a emancipação do distrito. Mas, o movimento só ganhou força a partir da promulgação da L.C. 651/90, quando foi criada uma comissão especial, com o total apoio do então,prefeito de Paranapuã, Alfeu Polarini, formada por: José Moreira, Aparecido Cândido da Silva, Joaquim Pereira Magalhães, Luís Olímpio, Daniel Pereira Silva, José Nogueira de Aguiar e Geraldo Graciano Dias, só para batalhar pela independência do distrito. E o esforço valeu! No plebiscito realizado em 19 de maio de 1991, foram 1005 eleitores, de um total de 1036 votantes, que responderam “Sim” à emancipação. Apesar desse expressivo apoio popular e da aprovação pela Assembleia Legislativa do Projeto de Lei que criava 43 Municípios, dentre os quais o de Mesópolis, o então Governador Luís António Fleury, vetou o artigo que criava esse município. 

 Nova luta desta vez para derrubar o veto na Assembleia. E deu certo: em 5 de março de 1.992, o veto é derrubado e Mesópolis, finalmente, se transforma em Município. Os eleitores, reconhecendo o esforço daqueles que lutaram por essa conquista, elegeram para primeiro prefeito – Alfeu Polarini e para vice-prefeito, José Moreira, que, na administração seguinte, foi eleito prefeito municipal. Ao afirmar que “a emancipação trouxe muitos benefícios para Mesópolis” o prefeito, José Moreira, contabiliza as melhorias na cidade acumuladas em duas administrações: “nesses anos de autonomia, a cidade conseguiu, por exemplo, um conjunto habitacional da COHAB, o asfaltamento da estrada vicinal que vai até Populina, a extensão da rede de água para quase cem por cento das casas e a ampliação do atendimento no Posto de Saúde, que atualmente tem ambulâncias, médicos e dentistas. Temos também ônibus para transporte de estudantes para Jales e Paranapuã”. A festa do dia de São Sebastião, em 20 de janeiro, é realizada pela cidade com muito carinho, mantendo a tradição deixada por um de seus mais antigos e conhecidos moradores, o senhor. Sebastião Corrêa, que, até o seu falecimento, sempre liderava a organização da festa. Mesópolis tem ainda uma atração turística famosa: a praia artificial de 500 metros no rio Grande – ponto de encontro de moradores de Mesópolis e de muitas cidades da região, que vão atrás do lazer e, principalmente de peixes, como o tucunaré, corvina e pintado. De acordo com uma pesquisa realizada, o município situa-se num dos pontos mais profundos do Rio Grande, o que justifica a grande quantidade de peixes ali encontrada. Mesópolis, a “Cidade do Meio” tem, sem dúvida, uma localização bastante privilegiada.